
Encontrava-se neste estado em 9 de Junho de 2000, quando foi tirada esta foto.
Depois de ter sido um símbolo de educação e ensino em Monchique, e em todo o Algarve, onde se praticava o internato, semi-internato, e externato. As melhores famílias do Algarve e também do Baixo Alentejo, mais abastadas, mandavam para aqui as suas filhas, fruto do prestígio que o mesmo conquistara.
Era um orgulho para a nossa Vila de Monchique, em que os momentos da sua rica história passaram por várias vicissitudes, fruto dos tempos de dificuldade em que o nosso País, sempre, foi confrontado. Desconhece-se os termos legais e as datas precisas em que o mesmo foi obtido. Sabe-se apenas que o edifício foi doado em testamento pelo Sr. José Mascarenhas Pacheco, após a sua morte em 4 de Maio de 1926, com o fim declarado de ali ser instalado um colégio para educação de meninas, em regime de internato.
Começou assim a sua história, a qual foi resistindo estoicamente, durante muitos anos, sempre em luta pela promoção cultural e por um ensino de qualidade. A partir de 1954 os seus métodos de ensino, assim como as freiras que nele trabalhavam, foram transferidos para Faro por estarem ligados à diocese, sem que ninguém, determinantemente a isso, se opusesse. Começou assim uma nova fase, só externato, com nova gerência e outros professores, o que motivou o seu lento declínio que resistiu, galhardamente, até 1974.
Com a chegada do período revolucionário foi o culminar da degradação. Resistiu poucos anos, agora como ensino oficial, passando a chamar-se Escola D. Pedro da Silva, em homenagem ao fundador do Convento da Nossa Senhora do Desterro. O mesmo Convento que também está em vias de ruir completamente.
Cada vez mais degradado, impôs-se o abandono daquele espaço, tendo sido transferido para uma escola improvisada no Largo de S. Sebastião, em barracões pré-fabricados, até ser construída a escola secundária EB 2,3, na antiga Quinta das Laranjeiras, em frente aos Bombeiros.
O velho casario a precisar de obras, mas votado ao completo abandono, acabou por ser vendido pela diocese a um particular. Acabou nas mãos duma instituição bancária, que por sua vez o vendeu à Autarquia, assim como o hotel Mons Cicus.
Finalmente, aparecera um tão inesperado salvador: a Autarquia, com outro poder económico. Pensou-se que a intenção era reabilitar o velho edifício, que era um orgulho para todos os Monchiquenses.
Depressa a esperança deu lugar à maior desilusão. Num dia que não interessa recordar, e sem que ninguém o adivinhasse, o mesmo acabou por sucumbir, por ordem de um dos seus ilustres alunos, que tem o poder de decidir.
Ironias do destino!
Que ao menos a sua memória seja para sempre recordada!






















































