24/03/07

CONVENTO DA VERGONHA!

(clique em cima da foto para ampliar)

CAMINHOS DA ILUSÃO!

É uma enorme decepção e uma profunda frustração ver in-locco, o estado de degradação a que chegou, depois do terramoto de 1755 que o deixou completamente danificado e em ruínas, e assim vai continuando.

Por isso compreendo a angústia que deve acompanhar um presidente de Câmara, há tantos anos à frente dos destinos do concelho, ver tantos fundos comunitários esfumarem-se, em obras de somenos importância, e continuar ainda hoje, e sempre, na procura incessante de arranjar uma solução que lhe permita saldar uma dívida que tem com os munícipes de Monchique.

Sim porque o Presidente, sempre alimentou essas esperanças em campanhas um pouco demagógicas, em altura de eleições com a colocação de placards, onde anunciava a recuperação do convento com 24 quartos duplos e duas suites. Tudo isto em lugares bem visíveis na via pública, tentando daí tirar dividendos políticos.

Infelizmente o velho ditado que diz: “o homem sonha, a obra nasce”, poderá eventualmente aqui, e neste caso, estar comprometido, apesar de aparecem nos órgãos de comunicação social, notícias no bom sentido.

Porque a história começa assim:

No longínquo ano de 1631 D. Pedro da Silva denominado o mole, foi vice-rei da Índia. Conta-se uma lenda em que D. Pedro da Silva Capitão de Malaca e o vice-rei chamado Diogo Gonçalves ao tentarem salvar-se de uma tempestade em pleno alto mar, e ao se sentiram em apuros, fizeram uma promessa de construir, ambos, uma Igreja no lugar de terra de Portugal que primeiro avistassem. E uns dos lugares avistáveis incluia a foia.

Um deles fundou um colégio em Portimão, o vice-rei chamado Diogo Gonçalves, o outro, o próprio D. Pedro mandou construir o Convento de Monchique dedicado à nossa senhora do Desterro – O Convento Franciscano de 1632.

A esperança é assim a ultima a morrer e com ela a sua historia. E eu espero que a história do convento continue por muito e longos anos a alimentar sonhos de crianças, que um dia também se tornarão homens, e quem sabe, um dia possam vir a realizar-se, para bem do futuro, de todos os Monchiquenses.

8 comentários:

MaD disse...

Amigo Sonhador
Em relação ao Convento, já há pouco para sonhar.
E se os nossos sonhos não se concretizarem a curto prazo, corre-se o risco de nada mais haver a fazer.
Como sabe,o pouco que resta está a degradar-se rapidamente, transformando-se numa ruína sem recuperação.
Não quero ser pèssimista, mas, nos meus sonhos, por vezes, já vejo naquele lugar um espaço semelhante ao do antigo Colégio de Santa Catarina.
Assim me engane...

Carlos Manuel disse...

Bela fotografia, com todo o seu simbolismo subjacente, como a nos querer dizer que tem vergonha de aparecer.
Será esa a mensagem que o seu autor também nos quis transmitir?

Pete disse...

Eu estive lá e aquilo está bastante estragado, o que é uma pena pois é um edificio bonito.

Um Abraço e bom resto de semana.

Anónimo disse...

é uma pena... por vezes penso que monchique deveria estar no norte...ou pertencer a um acampamento cigano... esses sim...conhecem o significado de lema... um por todos , todos por um...em monchique e nem só em monchique... no algarve, infelizmente, as pessoas não são unidas... o que é uma pena... talvés esteja errado... me desculpem... é o que penso...

Anónimo disse...

Concordo com o meu colega "anónimo", o monchiqueiro nunca tá contente com o que tem, critica tudo e todos à sua volta, refila, resmunga... Mas onde? Na mesa do café, no sofá da sala, na conversa da esquina. Fazer algo? Intervir directamente junto de quem tem responsabilidade? Questionar o porquê? Exigir? Manifestar? Isso não! Eu não, se alguém fizer, pode ser que eu também apareça, de longe, só para ver quem tá e o que acontece. Mas eu!? Eles que mandam, eles que resolvam...
Somos demasiado comodistas! Não gostamos mas engolimos os sapos, refilamos mas não cuspimos!
Carla O.

Anónimo disse...

Uma dor de alma..é o que é.
A nossa memória e talvez o nosso ganha pão, completamente abondonada e desprezada pelos mentirosos do costume, os políticos caseiros.

Tatina Duarte Champ /17)

Anónimo disse...

não me toquém...por favor!
Deixem-me morrer de pé!
Não me enxertem com cimento!
Dêem tempo a vós mesmos e ás geraçôes futuras!
Eu aguento!
Tenho quase 400 anos!
Se for possivel e não der muita despesa,tirem-me o lixo,grafits,pedintes,etc, de perto!
Vergonha na cara,pelo menos!
O Partido Socialista e os seus lacaios não durarão muito mais tempo a arruinar este Concelho!

Então serão feitos sério trabalhos de arqueologia..será feito um concurso de ideias, tranparente(não tipo-amigos de Lisboa,venham cá,...há papa!)
E,dignamente serei respeitado no que for possivel ser feito de forma intelingente!

Sou e serei ainda por muitos e largos anos o ex-libris desta encantadora terra a que os nossos antepassados árabes,chamavam..A Montanha Sagrada.

Manuel Lopes Pascoal (58)

Portimão

Anónimo disse...

Senhor Pascoal. Que beleza de prosa/poema com que nos brinda. Sempre conheci o convento na ruína que apresenta e que em cada dia se agrava mais, naturalmente. No meu tempo - e já lá vão uns bons aninhos - falava-se no convento mais a sério, no dia das mentiras: 1º de Abril, em que havia sempre um mais espertalhão que dizia que a torre tinha caido. As pessoas comentavam. Já aí era uma contradição: fala-ve a sério com uma mentira. O mesmo aconteceu com outros espertalhões que, com mentiras, falaram a sério e nós, com os genes tão "amantegados" continuamos no eterno dia das mentiras e nada fazemos.
JJ

Veja as fotos que se encontram, em baixo, no final do blogue!

Todas as fotos são referentes ao concelho de Monchique!

as mesmas são propriedade deste blogue e do seu autor

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