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04/01/11

COLÉGIO DE SANTA CATARINA EM MONCHIQUE. A ÚLTIMA RECORDAÇÃO DUM ENSINO COM QUALIDADE!


Encontrava-se neste estado em 9 de Junho de 2000, quando foi tirada esta foto.

Depois de ter sido um símbolo de educação e ensino em Monchique, e em todo o Algarve, onde se praticava o internato, semi-internato, e externato. As melhores famílias do Algarve e também do Baixo Alentejo, mais abastadas, mandavam para aqui as suas filhas, fruto do prestígio que o mesmo conquistara.

Era um orgulho para a nossa Vila de Monchique, em que os momentos da sua rica história passaram por várias vicissitudes, fruto dos tempos de dificuldade em que o nosso País, sempre, foi confrontado. Desconhece-se os termos legais e as datas precisas em que o mesmo foi obtido. Sabe-se apenas que o edifício foi doado em testamento pelo Sr. José Mascarenhas Pacheco, após a sua morte em 4 de Maio de 1926, com o fim declarado de ali ser instalado um colégio para educação de meninas, em regime de internato.

Começou assim a sua história, a qual foi resistindo estoicamente, durante muitos anos, sempre em luta pela promoção cultural e por um ensino de qualidade. A partir de 1954 os seus métodos de ensino, assim como as freiras que nele trabalhavam, foram transferidos para Faro por estarem ligados à diocese, sem que ninguém, determinantemente a isso, se opusesse. Começou assim uma nova fase, só externato, com nova gerência e outros professores, o que motivou o seu lento declínio que resistiu, galhardamente, até 1974.

Com a chegada do período revolucionário foi o culminar da degradação. Resistiu poucos anos, agora como ensino oficial, passando a chamar-se Escola D. Pedro da Silva, em homenagem ao fundador do Convento da Nossa Senhora do Desterro. O mesmo Convento que também está em vias de ruir completamente.

Cada vez mais degradado, impôs-se o abandono daquele espaço, tendo sido transferido para uma escola improvisada no Largo de S. Sebastião, em barracões pré-fabricados, até ser construída a escola secundária EB 2,3, na antiga Quinta das Laranjeiras, em frente aos Bombeiros.

O velho casario a precisar de obras, mas votado ao completo abandono, acabou por ser vendido pela diocese a um particular. Acabou nas mãos duma instituição bancária, que por sua vez o vendeu à Autarquia, assim como o hotel Mons Cicus.

Finalmente, aparecera um tão inesperado salvador: a Autarquia, com outro poder económico. Pensou-se que a intenção era reabilitar o velho edifício, que era um orgulho para todos os Monchiquenses.

Depressa a esperança deu lugar à maior desilusão. Num dia que não interessa recordar, e sem que ninguém o adivinhasse, o mesmo acabou por sucumbir, por ordem de um dos seus ilustres alunos, que tem o poder de decidir.

Ironias do destino!

Que ao menos a sua memória seja para sempre recordada!

Veja as fotos que se encontram, em baixo, no final do blogue!

Todas as fotos são referentes ao concelho de Monchique!

as mesmas são propriedade deste blogue e do seu autor

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