
Aproxima-se a passos largos a hora da votação!
O Povo português nunca foi chamado, até hoje, a pronunciar-se se queria ou não fazer parte da União Europeia, apesar de promessas feitas nesse sentido. Os políticos sempre têm demonstrado dificuldade em fazer cumprir os seus compromissos eleitorais.
No entanto os políticos de todos os quadrantes que já estiveram no poder, esquecem as promessas feitas, não se coibindo de apelar ao voto sempre que está em causa eleger mais deputados para o seu partido, sejam eles de esquerda ou de direita.
Ao contrário de muitos cidadãos que vêm apelando, em blogues, para que se vote em branco, não estou de acordo com essa solução que não vem ajudar nada em prol da democracia. Tal como também não estou de acordo com uma alta abstenção, apesar de ser o mais provável acontecer.
Porque votar ainda é gratuito, e não obrigatório, que ao menos sirva de protesto para dizer que não concordamos com as políticas implementadas. E a melhor maneira de o fazermos é votar nos que defendem, teoricamente, outras políticas mais consentâneas com o período conturbado em que vivemos.
Porque nem sempre voto no mesmo partido, para isso é que se fazem eleições para abalizar qual é o sentimento dos eleitores em determinado período da nossa vida colectiva. Desta vez vou-me juntar aos que votam no bloco de esquerda. Pode não adiantar muito mas também não atrasa de certeza.
Para as próxima eleições, quer as legislativas quer as autárquicas, daqui a poucos meses, o cenário já será outro e será outro partido o escolhido. A política não pode ser como no futebol que apoiamos sempre o mesmo clube durante toda a nossa vida.
A democracia é que não pode ser colocada em causa por causa dos erros crassos dos nossos políticos. Sem votos não há democracia. Apesar do muito descontentamento que por aí grassa, este regime, quer se queira ou não, ainda continua a ser o melhor até prova em contrário, e nenhum outro, até hoje, mostrou nos dar maior confiança.