06/06/07

A MINHA IDA À FONTE SANTA DA FORNALHA!

(clique em cima da foto para ampliar)

UMA AVENTURA FRACASSADA!

Há muitos anos que desejava conhecer a Fonte Santa, onde sabia que iria encontrar várias nascentes, onde cada uma constituía um local onde os doentes iam fazer os seus banhos, tendo-se aí construído casas, junto às mesmas, e onde cada casa, correspondia a um tipo de tratamento diferente, relativamente ao reumatismo, dermatoses e doenças hepáticas.

Daí a minha grande frustração por não o ter conseguido.

Depois de, pela primeira vez, tentar visitar as famosas termas, fui confrontado com dificuldades que não estavam no meu horizonte. Foram abertos novos caminhos em terra batida, o que facilita o acesso até próximo do local, em qualquer tipo de veículos.

Os problemas começaram a surgir quando tem que se atravessar as ribeiras que são várias. Só que para um vulgar ligeiro de passageiros, o problema é mais complicado. A melhor hipótese é deixar o carro e caminhar a pé, e atravessar as ribeiras com pontes improvisadas com troncos de árvores, o que se consegue com relativa facilidade.

Mas depois de se pensar que o objectivo está próximo a ser alcançado, eis que surge o último obstáculo e o mais difícil, que é a passagem para a outra margem do lado direito, e no qual não se vislumbra qualquer passagem, mesmo rudimentar que seja. Com tanta água na ribeira, só mesmo com botas de borracha, que previamente pudesse ter levado, o que não foi o caso, para poder atenuar o possível banho, involuntário, que estava sujeito a apanhar com a travessia da ribeira.

Nessa altura lembrei-me do meu amigo Parente da Refoias, homem calejado por estas andanças, e pelas dificuldades da vida, e bem preparado fisicamente, o qual não teria qualquer dificuldade em atravessar a referida ribeira, nem que fosse a nado.
Esta seria uma reportagem mesmo ao seu jeito, e como seria delicioso ouvi-lo descrever as agruras, e dificuldades porque teria passado.

Fico com a consolação das bonitas fotos que fui tirando ao longo do percurso, onde as ribeiras com água pura e cristalina, estão livre de qualquer tipo de poluição. Ao voltar pelo mesmo caminho, as minhas dúvidas dissiparam-se, e ficaram atenuadas, ao pensar se não me teria enganado no percurso, e eis que vejo à minha direita, como por artes mágicas, um tubo de plástico com água a correr, onde pude encher dois garrafões.

Foi alguém com grande espírito altruísta, suponho eu, que se lembrou de colocar uma mangueira na qual encaminhou a água que, supostamente, deverá sair duma das fontes. Fiquei assim, mais reconfortado psicologicamente, por possivelmente não ter sido o único a ver frustrada a ambição de alcançar as mesmas.

No post de baixo, pode ver-se o tubo donde jorra abundantemente a água, colocada por uma alma caridosa.
Espero numa próxima oportunidade, depois de munido com outros argumentos, ser melhor sucedido na nova na ventura.



4 comentários:

Anónimo disse...

Sonhador, adoro o teu blog.Desde o início que faço visitas quase diariamente.Força e continua...Gostaria de saber quem tu és, mas por enquanto não há nenhuma pista, que me leve a tal...Um abraço

MaD disse...

Ó mê belo amigo Sonhador
Com esta é que vomecêa me dêxô imbatucado.
Atão, nã me diga que nã teve foiteza p’a se jogar a atravessar a r’bêra de pata descalça…
Faça c’m’ ê cá fiz, qu’ inda ontordia lá fui tratar umas dores que tinha aqui num calo.
Tã penas dí de frente com a r’bêra, delcalçí as botas, arregací as calças até quái ôs fundilhos e fui a vau. 'Tá bem qu’ inda pus p’a lá um caguete im falso qu’ até uma arrã panhô um cagáiço tal que dé um margulho lá bem p’ ô fundo do pego. Mái da banda de cá é qu’ ê nã f’quí, nã senhora…
Más olhe qu’ aquilo que s’ atravessa uma preçanada de vezes é semp’e a méma r’bêra, a que vem do Alferce. A marafada vem é, béque-me, ôs esses e usa a trazer uma bela gotinha d’ água…
Atã e nã incontrô p’r lá as vacas do nosso v’zinho Dias? Olhe que, calhando, aquele tubo é p’a l’e dar água a elas e vomecêa inché os dôs garrafõs cudando qu’ ela era da Fonte Santa. Veja lá bem o qu’ é que 'tá p’ aí a bober…
Dês l’e pague de s’ alembrar de mim q’ondo se viu nesses traquetes, más olhe qu’ ê cá de pôco l’ havera de servir, que nadar nã sê.
Mái tamém l’e digo, désna qu’ a água nã me passe do bescoço p’ra cimba, que me dêxe tomar ar, nã há r’bêra que me meta medo…
Tenha munta saúde e logo conta à gente q’ondo ir lá ôtra vez com as botas canelêras.
E nã leve a mal esta mangação qu' isto nã é p'a fazer cachamorra de si, é só p' à gente se rir um coisinho...
Até ôtro dia.
O Parente da Refóias

antonio disse...

ha tambem um caminho.,deixando o carro no cruzamento para a fornalha,serra a baixo ja nao tem o problema da ribeira,agora tambem nao sei como podera estar essa vereda,e uma questao de esprimentar...um abraco.comprimentos da islandia,

Anónimo disse...

Amigo Sonhador!
Aconselho-o vivamente a voltar á carga, não se vai arrepender. Tal como o Sonhador também eu, Há pouco tempo, me meti por esse caminho para ir pela primeira vez ás Termas da Fornalha. Não desisti porque sou mais teimoso que uma mula. Valeu a pena porque o percurso e as Termas são lindissimos, e encontram-se inumeros animais selvagens. Tirei bastantes fotos. Se voltar a fazer o percurso, não atravesse a ribeira a primeira vez, vá pela encosta, que é ingreme mas tem uma pequena vereda. Já caminhei pelos Alpes Suiços e pela Floresta Negra, na Alemanha, mas este percurso é incomparável.
O texto já está muito longo mas tenho estranhado o Sonhador não nos ter brindado ainda com nada sobre o castelo do Alferce (Pedra Branca), também já lá fui mas a situação aí deixa-nos a todos muito envergonhados. Cumprimentos.
Crameia

Veja as fotos que se encontram, em baixo, no final do blogue!

Todas as fotos são referentes ao concelho de Monchique!

as mesmas são propriedade deste blogue e do seu autor

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