(clique em cima da foto para ampliar)UMA AVENTURA FRACASSADA!
Há muitos anos que desejava conhecer a Fonte Santa, onde sabia que iria encontrar várias nascentes, onde cada uma constituía um local onde os doentes iam fazer os seus banhos, tendo-se aí construído casas, junto às mesmas, e onde cada casa, correspondia a um tipo de tratamento diferente, relativamente ao reumatismo, dermatoses e doenças hepáticas.
Daí a minha grande frustração por não o ter conseguido.
Depois de, pela primeira vez, tentar visitar as famosas termas, fui confrontado com dificuldades que não estavam no meu horizonte. Foram abertos novos caminhos em terra batida, o que facilita o acesso até próximo do local, em qualquer tipo de veículos.
Os problemas começaram a surgir quando tem que se atravessar as ribeiras que são várias. Só que para um vulgar ligeiro de passageiros, o problema é mais complicado. A melhor hipótese é deixar o carro e caminhar a pé, e atravessar as ribeiras com pontes improvisadas com troncos de árvores, o que se consegue com relativa facilidade.
Mas depois de se pensar que o objectivo está próximo a ser alcançado, eis que surge o último obstáculo e o mais difícil, que é a passagem para a outra margem do lado direito, e no qual não se vislumbra qualquer passagem, mesmo rudimentar que seja. Com tanta água na ribeira, só mesmo com botas de borracha, que previamente pudesse ter levado, o que não foi o caso, para poder atenuar o possível banho, involuntário, que estava sujeito a apanhar com a travessia da ribeira.
Nessa altura lembrei-me do meu amigo Parente da Refoias, homem calejado por estas andanças, e pelas dificuldades da vida, e bem preparado fisicamente, o qual não teria qualquer dificuldade em atravessar a referida ribeira, nem que fosse a nado.
Esta seria uma reportagem mesmo ao seu jeito, e como seria delicioso ouvi-lo descrever as agruras, e dificuldades porque teria passado.
Fico com a consolação das bonitas fotos que fui tirando ao longo do percurso, onde as ribeiras com água pura e cristalina, estão livre de qualquer tipo de poluição. Ao voltar pelo mesmo caminho, as minhas dúvidas dissiparam-se, e ficaram atenuadas, ao pensar se não me teria enganado no percurso, e eis que vejo à minha direita, como por artes mágicas, um tubo de plástico com água a correr, onde pude encher dois garrafões.
Foi alguém com grande espírito altruísta, suponho eu, que se lembrou de colocar uma mangueira na qual encaminhou a água que, supostamente, deverá sair duma das fontes. Fiquei assim, mais reconfortado psicologicamente, por possivelmente não ter sido o único a ver frustrada a ambição de alcançar as mesmas.
No post de baixo, pode ver-se o tubo donde jorra abundantemente a água, colocada por uma alma caridosa.
Espero numa próxima oportunidade, depois de munido com outros argumentos, ser melhor sucedido na nova na ventura.






