19/09/07

HOMENAGEM, PÓSTUMA, A UMA PROFESSORA EXCEPCIONAL!

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É uma sua aluna que o faz, escrevendo um texto biográfico a recordar com saudade a sua primeira professora durante os primeiros anos de estudante no Colégio Santa Catarina em Monchique. Os bons professores nunca serão esquecidos pelos seus alunos. Também eu nunca esqueci a autora deste texto que, também, foi a minha primeira professora.

Este texto foi premiado no ano de 2006 com o 1º. Prémio nos jogos florais de Tavira.

Dona Mercês

Dentre as gratas recordações de pessoas, que conheci na minha infância, avulta a da minha primeira Professora – a Dona Mercês.

Quando a conheci, achei-a uma Mulher muito alta, muito bonita e muito sabedora. Seu nome completo, que fazia questão que decorássemos, era Margarida das Mercês Ginjeira Dias. Mas como professora, era conhecida como Dona Mercês. Era solteira, casada com os alunos, com a escola a que dedicava todo o seu tempo. Todo, não ! A Poesia também tinha o seu quinhão. Parece que, muito cedo, evidenciara o gosto pela escrita e pela leitura, delineando poemas, que declamava em festas ou reuniões familiares, onde era muito apreciada. O soneto era um dos géneros que mais cultivava. Colaborou com o pseudónimo de Guida, na imprensa regional, a saber: na Folha do Domingo, no Jornal de Monchique, no Barlavento, na Avezinha e, também na Fátima Missionária e no Boletim da Mocidade .

Publicou em 1939, a expensas próprias, um livro de poemas e de teatro, intitulado “Serões de Monchique”. Também colaborou nos anos quarenta, na recolha de quadras populares que Abel Viana veio a publicar, no Cancioneiro Popular Algarvio. Contudo, não era rica. Nasceu em Monchique, a 29 de Agosto de 1910, filha de Maria da Encarnação Ginjeira Dias e de José António Dias que tinha loja de panos, aberta na vila de Monchique. A sua inclinação para as letras levou-a a enveredar pela via do ensino, como regente escolar, dado que a economia doméstica e a distância dos grandes centros de estudo, não lhe permitiram ir, academicamente, mais longe. Era uma autodidacta genuína, cheia de brio profissional e de uma intuição, avançada em relação à sua época.

Na sua actividade docente, lia e declamava, extraordinariamente, bem ! Era um prazer, um deleite ouvi-la! Perpassava pela sala de aula um silêncio de embevecimento sempre que isso acontecia. Assim nos ia incutindo o gosto por Afonso Lopes Vieira, por Júlio Dinis, por Augusto Gil, Cândido Guerreiro e muitos outros clássicos.

Leccionou sempre nesta zona de Barlavento, mais de meia centena de anos, no ensino público e no privado, nunca regateando elogios e incentivos aos alunos. Era mais comum elogiar que criticar. O insucesso, ou melhor, a falta de sucesso, causava-lhe uma tristeza tal que todos os alunos tentavam evitá-la. A maioria dos seus alunos prosseguiram estudos e são, hoje, elementos actuantes da sociedade.

Também tinha dom de palavra e fez palestras versando temas sempre actuais, ligados ao Ensino e à Família. Além disso, era dotada de dotes vocais que a incentivavam a ensaiar grupos de canto, récitas e recitais.

Na altura em que fui sua aluna, estudava-se o Império Colonial Português. Com que clarividência, com que sentido de justiça nos fazia reflectir! Ao longo da minha vida, pareceu-me sempre que esta Mulher era dotada de um espírito avant-garde, fora de série ! A forma como preparou o nosso espírito para que aceitássemos o outro, o diferente, era de uma clarividência a toda a prova. Recordo-me que, havia na classe, uma aluna deficiente dos pés e uma outra que falava mal português porque era austríaca e, fazia parte de um grupo de crianças traumatizadas pela guerra, que algumas famílias abastadas da época, quiseram receber em suas casas . A Dona Mercês, a Dona Mercenita, como às vezes, era carinhosamente tratada, sabia a técnica perfeita para as integrar entre nós e para nos inserir junto delas. Sem haver quaisquer diferenças.

Na minha opinião, as centenas se não milhares de alunos que passaram por esta abençoada Professora, têm mil razões para bendizê-la!

E mais, quero alargar o âmbito da biografia que escrevi a muitas ignoradas Professoras Primárias que, ontem como hoje, se entregam de alma e coração à sua profissão, fazendo despertar o gosto pela Língua maravilhosa que falamos e por este Portugal que queremos no caminho do sucesso
Autora do texto biográfico: Francisca Duarte Cruz (licenciada em História)

16/09/07

POST COMEMORATIVO DE SEIS MESES DE EXISTÊNCIA!

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Faz hoje dia 16 de Setembro seis meses, que começou esta aventura!

Tal como um barco na sua viagem, chegou o momento de atracar no cais.

É este o caso, com a continuação deste blog. O seu único tripulante, está num momento de reflexão, pensando, seriamente, se valerá, ou não, a pena prosseguir viagem, nesta aventura solitária.

Depois de 349 post publicados e 9355 visitas feitas ao longo destes seis meses, é caso para dizer que o objectivo foi integralmente cumprido. Muito haverá, porventura, a dizer e a comentar. Mas o mais importante já foi dito.

Por isso a minha missão está a chegar ao fim, só poderá durar um pouco mais, se for essa a vontade de todos aqueles que me têm acompanhado, e incentivado, com as suas visitas e os seus comentários desde o início da sua publicação.

No essencial o que me propus fazer, já foi feito, que foi a divulgação da nossa terra e tudo o que ela tem de bom, nos tempos actuais, e tanto quanto possível nos tempos dos nossos antepassados, ilustrando esse passado com fotos antigas.

Foi para mim um prazer divulgar o que a nossa terra tem de bom. Foi mais doloroso revelar o que a mesma tem de menos bom. Mas em nome da verdade e da justiça, não podia ocultar esses aspectos menos positivos.

Vou por isso continuar a ponderar se vou continuar, ou não, a viagem!

15/09/07

O ANTIGO COLÉGIO DE SANTA CATARINA!

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Encontrava-se, neste estado, em 9 de Junho de 2000, quando foram tiradas estas fotos.

Depois de ter sido um símbolo de educação e ensino em Monchique, e em todo o Algarve, onde se praticava o internato, semi-internato, e externato. As melhores famílias do Algarve e também do Baixo Alentejo, mais abastadas, mandavam para aqui as suas filhas, fruto do prestígio que o mesmo conquistara.

Era um orgulho para a nossa Vila de Monchique, em que os momentos da sua rica história passaram por várias vicissitudes, fruto dos tempos de dificuldade em que o nosso País, sempre, foi confrontado. Desconhece-se os termos legais e as datas precisas em que o mesmo foi obtido. Sabe-se apenas que o edifício foi doado em testamento pelo Sr. José Mascarenhas Pacheco, após a sua morte em 4 de Maio de 1926, com o fim declarado de ali ser instalado um colégio para educação de meninas, em regime de internato.

Começou assim a sua história, a qual foi resistindo estoicamente, durante muitos anos, sempre em luta pela promoção cultural e por um ensino de qualidade. A partir de 1954 os seus métodos de ensino, assim como as freiras que nele trabalhavam, foram transferidos para Faro por estarem ligados à diocese, sem que ninguém, determinantemente a isso, se opusesse. Começou assim uma nova fase, só externato, com nova gerência e outros professores, o que motivou o seu lento declínio que resistiu, galhardamente, até 1974.

Com a chegada do período revolucionário foi o culminar da degradação. Resistiu poucos anos, agora como ensino oficial, passando a chamar-se Escola D. Pedro da Silva, em homenagem ao fundador do Convento da Nossa Senhora do Desterro. O mesmo Convento que também está em vias de ruir completamente.

Cada vez mais degradado, impôs-se o abandono daquele espaço, tendo sido transferido para uma escola improvisada no Largo de S. Sebastião, em barracões pré-fabricados, até ser construída a escola secundária EB 2,3, na antiga Quinta das Laranjeiras, em frente aos Bombeiros.

O velho casario a precisar de obras, mas votado ao completo abandono, acabou por ser vendido pela diocese a um particular. Acabou nas mãos duma instituição bancária, que por sua vez o vendeu à Autarquia, assim como o hotel Mons Cicus.

Finalmente, aparecera um tão inesperado salvador: a Autarquia, com outro poder económico. Pensou-se que a intenção era reabilitar o velho edifício, que era um orgulho para todos os Monchiquenses.

Depressa a esperança deu lugar à maior desilusão. Num dia que não interessa recordar, e sem que ninguém o adivinhasse, o mesmo acabou por sucumbir, por ordem de um dos seus ilustres alunos, que tem o poder de decidir.
Ironias do destino!
Que ao menos a sua memória seja para sempre recordada!

O QUE RESTA DO EDIFÍCIO DO COLÉGIO DE SANTA CATARINA!

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Um amontoado de pedras e um estacionamento improvisado, não se sabendo qual o destino que está reservado para este local!

14/09/07

OS BURROS NO TEMPO ANTIGO!

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E também no tempo actual!

Era assim que os burros, antigamente, eram utilizados: como meio de transporte pessoal e de trabalho, assim como na lavoura. Os almocreves, profissão que também já se extinguiu, faziam desse trabalho um complemento para a sua sustentação. Encarregavam-se de transportar a cortiça, que era retirada de locais de acesso difícil, através de trajectos sinuosos para os locais apropriados, afim de a cortiça ser transportada ao seu destino.

Em todas as famílias há sempre os mais infelizes, se fossem cavalos estariam estimados, acarinhados, bem tratados e úteis, assim como já não há grande utilidade para eles, os mesmos são desprezados. Mas mesmo assim há excepções e a prová-lo está esta pequena história um pouco infeliz, e triste, acerca dum burro.

Um dia resolvi colocar um post com a fotografia dum burro. Veja aqui. Lembrei-me então de procurar uma pessoa amiga que sempre tinha tido burros ao longo da sua vida, mesmo sabendo que, no momento presente, a mesma já não precisava deles. Será que a mesma ainda teria algum burro? Era a interrogação que pairava na minha mente.

Não me enganei. A pessoa amiga tinha um burro que o estimava como se fosse da família. O mesmo já não tinha trabalho para fazer, apenas tinha boa vida. Comia, descansava, pastava, e tinha uma habitação com toda a dignidade onde ficava alojado. Enfim tinha uma vida de rei para a sua espécie.

Depois de ter tirado várias fotos, e agradecido, nunca mais soube nada do mesmo. Um dia aparece-me a dita pessoa amiga, muito triste, a dizer-me se eu não lhe fazia um favor: Sabe o meu burro morreu, dizia ela, e eu tive tanto desgosto, que me lembrei de si, para perguntar-lhe se ainda tem alguma foto do mesmo, porque gostava tanto de ter uma recordação dele. Tinha-lhe tanta amizade como a uma pessoa de família.

Escusado será dizer que foi um enorme prazer para mim dizer-lhe que sim, e que iria dar-lhe uma foto em tamanho grande do mesmo. Foi para ela uma alegria enorme, que se via bem estampada no rosto, quando lhe entreguei a foto, dizendo-me logo que ia fazer um quadro para o pendurar na parede.

A amizade com amizade se paga! Só o burro com tanto carinho, e amizade, mas não fazendo exercício, tal como os humanos, e levando uma vida sedentária, morreu. Será que essa boa vida contribuiu para a sua morte? Ao contrário deste, que fartando-se de trabalhar, continua em boa forma!

A grande interrogação é esta: Agora ainda vai havendo muitos burros que os mais velhos vão tratando, acarinhando e estimando, mesmo não precisando deles, mas quando os mais velhos desaparecerem, será que os filhos dos mesmos, ainda vão ter pachorra para tratar destes animais com o mesmo carinho que os seus progenitores tratavam?
Esta é de certeza uma pergunta de difícil resposta!

11/09/07

ALTO DA FOIA, O PONTO MAIS ALTO DO ALGARVE!


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Era aqui, neste local, que se atingia o ponto mais alto da Foia e do Algarve, com 902 metros de altitude, e onde se aproveitava para comprar vestuário. O comércio era feito por ali, sem regras nem disciplina, pelos vendedores ambulantes.

O progresso e as novas tecnologias ocuparam esse espaço. Resta agora recordar, com saudade, como eram esses tempos em que visitar a Foia, já fazia parte do roteiro turístico.

10/09/07

TERMINA NO DIA 16 DE SETEMBRO A EXPOSIÇÃO "ALCALAR - 5000 ANOS DE HISTÓRIA".


A exposição está patente até ao dia 16 de Setembro, na zona Ribeirinha de Portimão, entre as 18h00 e as 24h00.

O grande objectivo é divulgar um importante conjunto monumental, motivando assim os seus visitantes para a descoberta e a visita ao Centro Interpretativo de Alcalar. A sua localização dista 9 km do Centro de Portimão.

(para ouvir o som do vídeo, sem interferência da música, clique em cima do botão do rádio, duas vezes, para silenciar o mesmo)

MONCHIQUE E O SEU FUTURO!

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Construção de um Hotel Apartamentos!

Poderá ser um grande impulso para o progresso a prevista construção de um empreendimento de grande qualidade, para o desenvolvimento turístico de Monchique no sítio do Montinho, Caldas de Monchique. Outro está já projectado.

Monchique tem todas as condições para se tornar uma região de excelência para o turismo de qualidade e onde os postos de trabalho não abundam. Todos os que possam ser criados, nunca serão demais para fixar uma juventude, que está tão carente de trabalho.

08/09/07

MONCHIQUE RURAL!

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E o seu interior cada vez mais despovoado!

06/09/07

A MAGNÓLIA E O CONVENTO!

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Foto da nossa Magnólia grandiflora L, avistando-se em segundo plano o Convento da Nossa Senhora do Desterro.

O CONVENTO AO LONGO DOS ANOS!

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Fotos do convento em épocas diferentes!

05/09/07

DESVIO PARA AS CALDAS DE MONCHIQUE!

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É assim actualmente a ligação com a estrada secundária para as Caldas. Veja-se as diferenças com as fotos de baixo, onde os pisos em terra batida predominavam naquela época.

RAMAL PARA AS CALDAS!

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Fazia-se assim o acesso de uma localidade com a via principal.

03/09/07

UMA CHAMINÉ COMO EXEMPLO!

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Será que é esta amostra de chaminé, que irá fazer recordar a memória da de baixo? Não…não é amostra! Esta é a verdadeira e original, com as devidas modificações. Foi transplantada para aqui. É agora este o seu aspecto. Está próximo do local onde sempre existiu, que era a Quinta de S. Sebastião.

CHAMINÉ DE SAIAS!

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Teria sido esta a chaminé que inspirou a de cima?

O MESMO LARGO NA PRAÇA DA REPÚBLICA EM PORTIMÃO!

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Conhecido por Parque da Alameda!

Tudo mudou! O seu aspecto é agora completamente diferente, onde agora o espaço é mais amplo, e onde se pode ver o Edifício da Igreja e do Colégio recuperado no exterior em 29-05-2003.

ANTIGO LARGO NA AVENIDA S. JOÃO DE DEUS!

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ONDE ESTAVA INSTALADA A ANTIGA PRAÇA DAS VERDURAS E DO PEIXE DE PORTIMÃO!


Vendo-se na foto de cima o antigo Edifício da Praça que foi demolido, tendo ao seu lado esquerdo o edifício da Igreja e do Colégio, nas outras duas fotos de baixo, avista-se ao fundo a Igreja matriz da Nossa Senhora da Conceição, que foi fundada no ano de 1476 por Gonçalo Vaz de Castello.

02/09/07

VISTAS PARCIAIS DE MONCHIQUE!

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Onde se avista parte, significativa, da Vila!

01/09/07

VISTAS, ANTIGAS, DE MONCHIQUE!

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Num tempo em que fotos a cores começaram a ser novidade!

31/08/07

PORTIMÃO, TAMBÉM, TEM UM CONVENTO EM RUÍNAS!

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Convento de São Francisco ou em alternativa Convento da Nossa Senhora da Esperança, localizado na saída de Portimão em direcção à Praia da Rocha.

É realmente de
Esperança que necessitamos, para que a Autarquia de Portimão possa comprar o Imóvel. Não se compreende quem pode ter interesse em vê-lo a degradar-se, ao longo dos anos, onde as teias da burocracia tudo impede para que se possa reabilitar um Imóvel classificado de interesse público. Ou já será tarde de mais, à semelhança do que acontece com o nosso Convento da Senhora do Desterro em Monchique?

30/08/07

FINALMENTE CONFIRMADA A VERDADE!

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Snack-bar a “NORA”, propriedade da Autarquia!
Começaram a ser dados os primeiros passos, tímidos, para acabar com uma ilegalidade que já dura há treze anos.

A Autarquia, finalmente, enviou um ofício a exigir que seja pago os 110.000 euros da renda em falta. Mas as contas ainda terão que ser acertadas. No contrato de cessão de exploração de estabelecimento comercial (é assim que consta no mesmo), na cláusula segunda na sua alínea h diz o seguinte: «o segundo contraente compromete-se a efectuar os pagamentos dos consumos de água, electricidade, gás e telefone afectos ao estabelecimento ora cedidos.

Como sabemos no caso da electricidade isso não foi feito, quem pagou foi a câmara. No caso da água, tal não é possível, porque a Autarquia mais uma vez “esqueceu-se” de emitir factura. O esquecimento já vem de 1994, nunca foi emitida qualquer factura e nem sequer há agora a possibilidade do contabilizar o que foi gasto.

No contrato de arrendamento consta cláusulas penosas para o arrendatário. Na cláusula segunda na alínea f no seu parágrafo único diz textualmente: «no caso de o pagamento não ser efectuado até ao dia oito a quantia será acrescida de 50%».

Na alínea j da mesma cláusula segunda, no seu parágrafo único também diz: «não se inclui na cedência o espaço exterior respeitante à esplanada. No caso de a Segunda Contraente tiver interesse em ocupar a esplanada terá de munir-se das licenças necessárias, ficando a seu cargo o pagamento das respectivas taxas».

Este era um contrato excepcional, 4.800 euros para a autarquia, mais o IVA para o Estado, mais as taxas da ocupação da esplanada, se o mesmo fosse cumprido. Só o seu término é que não deixava antever que o mesmo vá ser tão atribulado, caricato e ao mesmo tempo tão surrealista.

Com tanto esquecimento, foi oportuno ter dado entrada na Autarquia uma proposta do PSD com um pedido de inquérito ao café snack-bar a “Nora” que foi a sessão no dia 07-08-2007. Foi aprovada por maioria. Só a mesma nos poderá revelar, ainda, os contornos de todo este caso desde 1994, que, ainda, falta esclarecer na sua totalidade. Oxalá que não haja mais surpresas, desagradáveis, para nosso descontentamento.

29/08/07

PRAIA DA ROCHA ANTIGA!

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Onde os banhista mostravam os seus fatos de banho muito pouco ousados. Estariam longe de imaginar que anos mais tarde iria aparecer o famoso biquíni que tanto sucesso haveria de causar.

PRAIA DA ROCHA NO TEMPO PRESENTE!

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ONDE A MESMA SOFREU UM ARRANJO!

Tendo o mesmo sido concluído em 31-07-2006. Foi inaugurado no dia 4 de Agosto de 2006. É este o seu aspecto junto à praia.

PORTIMÃO VISTA GERAL!

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A foto de cima tem 95 anos e a de baixo 93 anos. Era assim Portimão vista de longe.

PORTIMÃO, ACTUALMENTE, VISTO DE LONGE!

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Onde o sol, mostra todo o seu esplendor no mês de Agosto.

DUAS IMAGENS DE PORTIMÃO!

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Tão próximas e tão diferentes na parte antiga da cidade!

CHAMINÉS ALGARVIAS!

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Tão diferentes, mas com a mesma vontade de representar bem a região algarvia!

27/08/07

RESTAURANTES NUMA PARTE DA ZONA RIBEIRINHA!

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Situados entre a ponta viária e a ferroviária!

Do qual se avistam as referidas pontes, onde são vários os restaurantes espalhados junto à doca, que nos trazem o cheiro da sardinha assada, que inunda o ar, o qual atraí os turistas nacionais e estrangeiros, desejosos de saborear a famosa sardinha assada ao lume lento do carvão, a qual se tornou um ex-líbris do turismo, da cidade de Portimão e do Algarve.

CAIS DE PORTIMÃO ACTUALMENTE!

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Onde tudo, agora, é bem mais calmo, fruto das modificações que se foram fazendo nos últimos anos e onde todo o seu encanto se foi perdendo, pouco a pouco, com a falta dos pescadores, que na sua labuta diária traziam todo o movimento à cidade.
A cidade está cada vez mais virada para a vertente turista, onde são agora os barcos de recreio e de turismo os que frequentam com maior assiduidade o cais.

CAIS DE PORTIMÃO NUM TEMPO, BEM, ANTIGO!

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Onde a azáfama, de outros tempos, era bem patente, onde todos os dias, o mesmo movimento se voltava a repetir. As fábricas de conserva necessitavam de matéria-prima para poder laborar. Essa indústria terminou. O turismo é agora a grande aposta.

LAGOS EM AGOSTO!

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É sempre reconfortante para quem vai de fora, passar umas horas a visitar Lagos, sentir todo o movimento num fim de tarde, onde os veraneantes locais e estrangeiros se misturam, invadindo toda a baixa de Lagos, dando um colorido a esta cidade, onde o turismo continua a ser uma das maiores fontes económicas, proporcionando a esta antiga e pitoresca cidade Algarvia um movimento inusitado, a qual continua a manter todo o seu encanto, o que a torna uma das mais procuradas do Algarve cosmopolita, por turistas nacionais e estrangeiros.

25/08/07

NOVAMENTE O PARQUE DESPORTIVO!

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Agora com várias hipóteses de olhar o mesmo campo de futebol.

MONCHIQUE E O ANONIMATO!

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OU, APENAS, UMA LOCALIDADE IGUAL A TANTAS OUTRAS!

Escreveu um cidadão, exemplar, deste concelho, muito admirado por a grande maioria dos comentários serem anónimos e onde comenta: «A democracia não chegou a Monchique? As pessoas têm medo de se identificar? Ou todos pertencem a alguma família numerosa chamada anónima?».

Diga-se em abono da verdade que nada tenho contra tais práticas, cada um é livre de exprimir as suas opiniões da melhor maneira que quiser, e souber. Utilizar os pseudónimos não é novo, Fernando Pessoa utilizava vários heterónimos.

Quem utiliza o anonimato é muitas vezes para defender a sua privacidade evitando assim de ser criticado pelas suas opiniões. No entanto, muitos, ainda vivem com o receio de poderem vir a sofrer represálias com as suas opiniões, quando está em causa opinar sobre o poder político, fruto do resquício de uma época anterior ao 25 de Abril, que parece nunca mais sair da cabeça, de muitos, dos nossos concidadãos.

Vivemos num País livre, num Concelho onde existe total liberdade de expressão e pensamento, qual o receio de assumir aquilo que escrevemos? Não há que ter receio de dizer as verdades, porque ela é a nossa melhor amiga e a nossa melhor aliada, para nos defender. Ter receio, isso sim, é das mentiras, das calúnias, das difamações, das injustiças e dos boatos que prejudicam o cidadão indefeso.

A própria
Constituição no artigo 26.º no seu n.º 1 defende isso mesmo: todo o cidadão tem direito ao bom nome e reputação. Também a mesma Constituição no artigo 37.º no seu n.º 1, também, diz: todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou qualquer outro meio.

Parece haver aqui alguma contradição, se todos temos liberdade de dizer aquilo que pensamos, também não o podemos fazer, caluniando e difamando qualquer cidadão. A grande questão é: como se poderá accionar, alguém, judicialmente numa acção indemnizatória, contra um blogue, se alguém utilizou o anonimato, para colocar em causa o bom-nome de alguém? Essa acusação só poderá ser materializada, com eficácia, contra os autores dos blogues, identificados, e nunca contra o seu verdadeiro autor, o anónimo.

Parece-me, pois, que a nossa Constituição não estava preparada para receber a Internet. A rede é um espaço anárquico e onde não se vê quem possa fazer censura, se não forem os próprios administradores dos blogues a colocar um pouco de ordem nessa confusão.

Por isso a esmagadora maioria, dos bloguistas já utiliza a seguinte expressão: «A moderação dos comentários foi activada. Todos os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog». Evita-se, assim, que estejam sempre a apagar os comentários desabridos, o que é sempre doloroso para quem o faz, utilizando por vezes critérios subjectivos que é muito difícil julgar.

E no dia em que alguém fazer um comentário, censurável, e o mesmo for “retirado do ar”por ordem judicial, está aberto um precedente perigosíssimo. Num País que defende a liberdade de expressão ver um comentário anónimo que não é redigido pelo autor do blog ser judicialmente criminalizado, vai ser algo kafkiano. A blogosfera não está fora do alcance do código penal.

Por isso jogando à cautela muitos administradores de blogues, vão apagando tudo o que pareça minimamente ofensivo e calunioso, pois o correcto seria pedir ao autor do blogue, de quem se sente ofendido, que retirasse tal comentário, em vez de processar o autor do mesmo. Porque a contradição não acaba, e quem o faz está, implicitamente, a fazer censura o que a Constituição, também, condena no artigo 37.º no seu n.º 2.

Vamos ver o que o futuro nos reserva, com tantas incertezas e contradições, oxalá não tenhamos de chegar a um tempo, em que publicar uma opinião, mais polémica, terá de se fazer uma consulta jurídica, prévia, para se poder fazer a publicação de um post, sem que daí possa advir quaisquer problemas para o seu autor. Porque se isso, por acaso, um dia acontecer, acaba de vez a liberdade de expressão para todos os anónimos cidadãos cibernautas.

23/08/07

AS CALDAS CONTEMPORÂNEAS!

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Com a sua beleza de sempre!

DUAS FIGURAS POPULARES!

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Em tempos, distintos, muito conhecidos nas Caldas de Monchique.

SEMPRE AS CALDAS!

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Mais fotos, antigas, para recordar!

ANTIGO LARGO DOS CHORÕES, HOJE LARGO 5 DE OUTUBRO!

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Várias fotos do mesmo largo, visto de locais diferentes!

LARGO DOS CHORÕES EM TEMPOS ANTIGOS!

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Onde o mesmo largo, em quatro fotos diferentes, de épocas passadas, já passou por várias metamorfoses.

22/08/07

CENTRO DE SAÚDE DE MONCHIQUE!

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No mesmo edifício onde sempre existiu o antigo Hospital de Monchique propriedade da Santa Casa da Misericórdia, construído no ano de 1921. No mesmo tem sido feito obras de ampliação e melhoramento ao longo dos últimos anos, com avultados investimentos pelo Estado.

O CONVENTO DA NOSSA SENHORA DO DESTERRO!

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E o estado em que o mesmo se encontra, com o passar dos anos, e onde as promessas, concretas, nunca faltaram, para a sua reabilitação desde 2003.

21/08/07

REUNIÃO ORDINÁRIA (PÚBLICA) REALIZADA NO DIA 21-08-07

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A formalidade e o bom-senso voltaram de novo a estar presente!
De entre as quatro propostas em apreciação, análise, e posterior votação dos membros da Câmara, duas foram votadas por unanimidade, uma por maioria com os votos do PS e do vereador Carlos Henrique e os votos contra do PSD.

Sendo a última proposta a ser apresentada a que poderia levantar maior celeuma. Foi na realidade a que motivou mais intervenções. Tratava-se da proposta do Sr. Presidente Carlos Tuta, sob a doação a efectuar ao Juventude Desportiva Monchiquense de uma parcela do prédio misto n.º51 da secção BH, da Freguesia de Monchique, com 23.660m2.

Das intervenções feitas pelos membros da Câmara, destacou-se a do Vereador Carlos Henrique por ter sido a exposição mais alongada. Sublinhou o facto de sentir-se vítima de todo o processo, pondo em relevo o facto de ter agido, somente, no sentido de defender os interesses da Câmara, e continuar a fazê-lo.

Passou depois a utilizar uma linguagem mais técnica referente às áreas do terreno que estão em causa, e que não coincidem com o que a Câmara comprou e o que foi doado, e que ninguém, ainda, o demonstrou do contrario, onde estão terrenos que também foram doados aos Escutas, e que falta esclarecer completamente as suas áreas. Terá também que ser feita uma alteração cadastral para a doação poder ser efectuada.

Continuou a sua exposição destacando factos importantes e pertinentes, na medida em que reconhece que os terrenos a doar é pacífica já que nasceu da vontade do seu benemérito, mas que devem ser feito com regras, para salvaguardar os interesses de todas as partes envolvidas. Sugeriu que os termos da doação sejam discutidos e que venha a ser aprovado tudo em conjunto.

Realçou, ainda, alguns aspectos importantes, nomeadamente: A J.D.M, está neste momento sem direcção eleita, os terrenos a serem doados, podem mais tarde, vir a ser hipotecados, a JDM pode não ter condições no futuro de assumir os seus compromissos. Vai ter de pagar o Imposto Municipal sobre Imóveis e outros encargos subjacentes. No caso de insolvência da mesma, quem fica pertença dos terrenos? Por isso a proposta deve contemplar e salvaguardar todas essas dúvidas, realçando que nunca esteve em causa a sua doação.

No final sugeriu que a proposta fosse suspensa até que todos os aspectos técnicos e jurídicos fossem devidamente analisados e contemplados na proposta. Onde disse numa parte da sua intervenção: «se todo este processo nasceu mal, ao menos que termine bem!».

A rectificação a fazer, foi aceite por todos, incluindo o Presidente, autor da proposta, e o consenso voltou, mais uma vez, a ser a nota dominante.

A Câmara volta a reunir no dia 11 de Setembro, em virtude das férias.

UMA NORA A FINGIR!

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Trata-se de uma imitação, que tem somente algumas semelhanças com a realidade. São muito poucas as que estão em plena funcionalidade.

CHAFARIZES ANTIGOS DE MONCHIQUE!

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Bem podiam estar melhor conservados. Numa das fotos está um tanque, onde o povo ainda vai lavar a roupa como nos tempos antigos.

PARQUE DAS MERENDAS DO BARRANCO DOS PISÕES!

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Por vezes há quem não tenha o devido cuidado com a limpeza, depois de o mesmo ser utilizado, o qual devia ser sempre apanágio de quem o utiliza. Nunca é demais recordar que o mesmo é para servir todos, e se todos têm direitos, também têm igualmente deveres.

19/08/07

O MONCHIQUE PROFUNDO!

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Para os poucos, que aí nasceram e que ainda resistem, vão vivendo, teimosamente, até ao último dos seus dias, no seu ambiente de sempre, bem longe dos centros urbanos; e outros que, deliberadamente, o procuram na busca incessante duma paz que só aí, isoladamente, a conseguem encontrar, fugindo do barulho e do bulício das grandes cidades.

CALDAS DE MONCHIQUE!

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Fonte dos amores, no tempo presente!

FONTE DOS AMORES ANTIGAMENTE!

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O local ideal, onde se convivia, num passado já distante, onde a nostalgia desse tempo, ainda deixa muitas saudades a quem viveu intensamente essa época.

UM EUCALIPTO MONUMENTAL!

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Duas fotos da mesma árvore, verdadeiramente monumental, na fonte dos amores, nas Caldas de Monchique.

A CONCORRÊNCIA NA ENERGIA ELÉCTRICA NUNCA MAIS CHEGA!


Desde 4 de Setembro de 2006, todos os consumidores em Portugal Continental podem escolher o seu fornecedor de energia eléctrica. Esta data antecipa o cumprimento da directiva nº.2003/54/CE, que estabelece que a partir de 1 de Julho de 2007 todos os clientes de energia eléctrica poderão escolher livremente o seu fornecedor de energia eléctrica.

Foi mais ou menos assim que o País acordou um dia, que já não me lembro qual, sobre um assunto que há muito estava calendarizado: A liberalização da energia eléctrica. A partir dessa data existia a possibilidade, pelo menos em teoria, passando a prática no futuro, de todos os consumidores de energia eléctrica, poderem escolher a empresa que melhores condições oferecesse. Acabaria assim finalmente o monopólio da EDP.

Como já vai sendo hábito, sempre que esta notícia é apresentada é sempre enaltecido as vantagens de tal liberalização e os grandes órgãos da comunicação social fazem eco disso mesmo, explicando até com os melhores analistas encartados os seus grandes benefícios para todos nós: “Associada à liberalização e à construção do mercado interno de electricidade está um esperado aumento da concorrência, com reflexos ao nível dos preços e da melhoria da qualidade de serviço, a que deverá corresponder uma maior satisfação dos consumidores de energia eléctrica”. É mais ou menos assim que a notícia é apresentada. O povo sempre crédulo acredita em tais notícias, e sempre vai dizendo que a concorrência faz baixar os preços.

Acontece porém que quando estávamos à espera de sermos invadidos por empresas de toda a Europa, com especial destaque para as espanholas, nada até hoje aconteceu. Perante a surpresa geral, lá foram aparecendo alguns representantes das tais ditas empresas, explicando que a possibilidade de escolher o tal fornecedor, não será a breve prazo possível, porque os preços, actualmente cobrados aos consumidores são demasiado baixos, tendo em conta os interesses das empresas potencialmente fornecedoras, e que assim teriam que esperar pela autoridade da concorrência, para corrigir os preços no sentido de um aumento muito considerável dos preços, e que só a partir daí, será possível cada consumidor começar a escolher a opção que melhor se adapte aos seus interesses.

Ora todos sabemos que esse exagerado aumento já esteve na "calha", e no qual gerou um escândalo no País no qual o governo teve que recuar. Originou mesmo a demissão do presidente da ERSE. Entretanto, já se anunciou que os preços de electricidade vão baixar em média entre os 2,5 por cento e os 3,5 por cento a partir de 1 de Setembro. Temos assim que esperar calmamente que a concorrência chegue, porque sem um galopante aumento do preço da electricidade para as empresas e para os particulares, nenhuma empresa do sector da electricidade está interessada no negócio.

Só depois, quando os preços estiverem à medida certa das tais empresas concorrentes chegará finalmente a grande vantagem de podermos ter um plano de preços de entre os muitos indecifráveis que só vai servir para baralhar a maioria do povo português, publicitando que a partir daí a electricidade passará a ser quase de borla. Depois de tudo equacionado e bem ponderado e tendo em conta as experiências que tem acontecido nos outros sectores, onde a liberalização já chegou, já deu para perceber que quando essa operação chegar, ela vai ser muito vantajosa para os grandes grupos económicos do sector, porque neste momento ainda não o é, e não há empresas interessadas, estando as mesmas à espera da ajuda do governo e da entidade reguladora que tarda em chegar. Mas lá chegará o dia em que será exigido o sacrifício aos pagantes da electricidade para que a partir daí possam ter a tal “liberdade de escolha” com o preço feito à medida de tais empresas.

Por isso foi com surpresa que apareceu, agora, a Galp uma empresa Portuguesa que anunciou que vai entrar na corrida da electricidade. Esperemos que seja a valer e que não espere por a tal ajuda, que todas as outras, impacientemente, aguardam. As estrangeiras que continuem à espera! Será que a Galp vem mesmo disposta a perder dinheiro? Só o futuro o poderá dizer.

18/08/07

CABINA TELEFÓNICA ANTIGA!

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Quando a concorrência é desleal, torna a espera inútil!

17/08/07

CALDAS DE MONCHIQUE EM AGOSTO!

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Está cada vez mais bela!

Veja as fotos que se encontram, em baixo, no final do blogue!

Todas as fotos são referentes ao concelho de Monchique!

as mesmas são propriedade deste blogue e do seu autor

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