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05/10/08

ONDE PÁRA O MEU DINHEIRO?


Nos tempos conturbados em que vivemos onde o mundo capitalista atravessa a mais grave crise, desde a década de 1930, torna-se por mais evidente que o conceito dos neoliberalistas em que o Estado deveria ser mínimo, onde o mercado, por si só, tudo podia resolver, estava errado. Está bem à vista o que já se adivinha. Veja aqui!

Crise financeira empurra clientes para a Caixa Geral de Depósitos

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a beneficiar, indirectamente, com a actual crise financeira e os crescentes receios dos clientes dos bancos face à sua solvabilidade. O DN apurou junto de diversas fontes da rede comercial da CGD que, nas últimas semanas, tem aumentado, de forma considerável, o número de pessoas que coloca ali as suas poupanças.

Sejam clientes que dispunham de contas e aplicações noutros bancos (para beneficiar de rentabilidades mais aliciantes do que as oferecidas pelo banco público) e que, perante a crise preferiram concentrar o seu dinheiro na Caixa; sejam clientes que mudaram mesmo de banco, o certo é que os balcões da CGD estão a receber mais visitas do que o habitual. A Caixa beneficia do estatuto de banco público que, nesta fase de particular instabilidade nos sistemas financeiros e bancários, transmite maior confiança aos aforradores.

Sinal da importância de ter o Estado como accionista é o facto da Caixa ter conseguido reforçar os seus capitais, recebendo, em dois meses, quase 800 milhões de euros, primeiro através de um aumento de capital e, mais recentemente, da venda de participações a uma empresa pública.

Confrontada com aquela informação, fonte oficial preferiu não comentar o assunto. A CGD desvaloriza esta questão e prefere sublinhar a solidez do sistema financeiro nacional. "O sistema financeiro português, como tem vindo a ser afirmado pelas autoridades nacionais e internacionais, e pelos próprios bancos, permanece estável. Desde o princípio do ano que os depósitos na Caixa têm vindo a crescer a um ritmo muito semelhante", disse ao DN fonte próxima da administração.

O Governo e as autoridades supervisoras (tal como acontece noutros países) têm insistido na robustez do sistema português, lembrando que a banca nacional cumpre todos os rácios prudenciais. Porém, o Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu relatório anual sobre a economia portuguesa, divulgado ontem, mostra-se mais cauteloso, alertando para a possibilidade do crédito malparado das empresas vir a "quase triplicar" em virtude da crise financeira e do forte abrandamento económico. com PAULA CORDEIRO
Veja aqui na íntegra o artigo do DN.

Na Europa os governos da Alemanha e da Irlanda estão a dar garantias ilimitadas a todos os depósitos de poupança particulares. Também no nosso País o governo dá garantias nesse sentido.

Veja as fotos que se encontram, em baixo, no final do blogue!

Todas as fotos são referentes ao concelho de Monchique!

as mesmas são propriedade deste blogue e do seu autor

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